Existem mil e uma coisas que
nos rodeiam e nem damos conta até necessitarmos, verdadeiramente, delas. Faz
parte do ser humano não valorizar aquilo que tem até deixar de o ter. Um desses
casos é o tempo.
Se o tempo nos aparecesse em forma de pessoa,
provavelmente iria gritar até não poder mais. Ele é a vitima preferida de
qualquer um, as pessoas desafiam-no sem se aperceberem ao deixarem para depois
uma simples tarefa que têm para fazer. Quando uma simples tarefa se transforma
num "montão" de trabalhos quem é que se culpa? Exatamente, o tempo. Mas será que
essas queixas não têm fundamento? Pensando bem, o tempo aparenta estar sempre contra
nós, talvez seja por isso que quando estamos a fazer algo que não gostamos ele se
encarrega de, sorrateiramente, deixar a nossa vida em câmara lenta e aqueles
minutos são, na verdade, horas de tortura. Pelo contrário, quando estamos a
fazer algo que gostamos ou estamos com alguém importante, decide avançar num
ápice o nosso mundo.
Suspirando
e bebendo mais um gole de chá, apercebo-me que é exagerado o que disse, olho
para o relógio e lembro-me de ver recentemente o filme “In Time” ou, traduzindo
para português “Sem Tempo”. Nesse filme as personagens têm um relógio virtual
no pulso e, em vez de existir dinheiro no mundo, o mesmo era substituído pelo
tempo, ou seja, cada vez que a pessoa queria comer ou beber algo tinha de pagar
utilizando o tempo que estava estabelecido para essas mesmas ações. Por exemplo, se tivesse vinte e
quatro dias e duas horas de vida restantes, pagava usando esse mesmo tempo e
baixava para vinte e quatro dias. Esta sociedade era constituída pelos ricos (possuíam
séculos de tempo) e pelos pobres (viviam a contar as horas), quando o seu tempo
expirava, a pessoa morria. Gostei muito da história deste filme e tem tudo a
ver com o tema deste texto. Se pensarmos bem, não é muito diferente da nossa realidade,
podemos ter o mesmo relógio e apenas não o vermos: quando queremos comprar
alguma coisa utilizamos o dinheiro, no entanto, se comprar tabaco todos os dias,
provavelmente, estarei a diminuir o tempo restante do meu relógio, por exemplo.
Felizmente, e contrariamente
ao filme não precisamos de lutar ou trabalhar em troca de tempo porque, até a
morte decidir o oposto, o tempo é o mesmo para todos.
Costuma-se dizer que o “tempo é dinheiro”, mas, voltando ao que estava a
dizer anteriormente e contra-argumentando, o tempo não é dinheiro, mas sim um
amigo. Todas as horas, todos os minutos e todos os segundos são uma dádiva que
o tempo nos dá, devemos lembrar-nos disso e usar esse tempo para fazer algo que
valha a pena. Claro que seria mais fácil avançar, em modo “piloto automático”,
os momentos que custam mais a passar, mas são essas ocasiões que fazem os
melhores momentos valer ainda mais a pena.
Se
compreendermos isso, podemos tornar-nos o Tempo em si. Posso confidenciar aqui
que eu sou o Tempo quando estou com a pessoa que amo, eu paro o meu relógio e
sou eu quem controla o destino nesse momento eterno. E o tempo é isso mesmo,
eterno.




14 comentários
Já vi esse filme inúmeras vezes e adoro-o por isso mesmo. Não sabemos parar o tempo, mas podemos vivê-lo ao máximo. Acho que não estou vivendo ao máximo pois a rotina suga-nos mesmo todas as energias. Adorei a tua reflexão. Beijinhos :D
ResponderEliminarCanso-me facilmente das rotinas, perdemos demasiadas coisas boas na vidas... temos de aproveitar cada momento como se fosse o último! Beijinho grande
EliminarFiquei curiosa. Tenho de ver esse filme. Bonita reflexão. Um beijinho
ResponderEliminarRecomendo! Obrigada :) beijinho
EliminarO tempo é uma coisa tão abstrata e subjetiva como o pensamento. Cada um faz dele o que quiser e como quiser. Gostei :)
ResponderEliminarIsso mesmo! Beijinho
EliminarVi o filme quando saiu e na altura achei uma criativa utilização da expressão "tempo é dinheiro" como tu tão bem referes no texto. Foi óptimo revisitar o filme pelas tuas palavras ^^, beijinho!
ResponderEliminarMiss DeBlogger | missdeblogger.blogspot.pt
Que querida, muito obrigada!
EliminarBeijinho
é algo que me tem feito pensar muit...o tempo! o quão ele tem passado rápido
ResponderEliminarQuestiono-me se o tenho aproveitado da melhor maneira, se estou a ser feliz o tanto quanto sonhava :/ o tempo voa
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Infelizmente, o tempo tem passado a correr... temos de o aproveitar!
EliminarBeijinho
Tantas vezes tomamos o tempo por certo sem perceber que é do mais fugaz e fugidio que existe. Podemos não controlá-lo, mas nada nos impede de o usar a nosso favor.
ResponderEliminarExatamente, adorei o que disseste e concordo a 100%!
EliminarBeijinho
Adorei o post! Já vi aquele livro que falaste e também me fez pensar MUITO! Realmente o tempo será sempre aquela "moeda" que damos e nunca iremos receber de volta, o tempo segue sempre em frente e temos que o aproveitar muito bem!
ResponderEliminarBeijinhos, Brenda
http://momentosdeataraxia.blogspot.pt/
Muito obrigada pelo teu comentário, concordo plenamente contigo! Beijinho
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