O tempo. Será que o aproveitamos bem?

by - agosto 24, 2017

     Existem mil e uma coisas que nos rodeiam e nem damos conta até necessitarmos, verdadeiramente, delas. Faz parte do ser humano não valorizar aquilo que tem até deixar de o ter. Um desses casos é o tempo.
     Se o tempo nos aparecesse em forma de pessoa, provavelmente iria gritar até não poder mais. Ele é a vitima preferida de qualquer um, as pessoas desafiam-no sem se aperceberem ao deixarem para depois uma simples tarefa que têm para fazer. Quando uma simples tarefa se transforma num "montão" de trabalhos quem é que se culpa? Exatamente, o tempo. Mas será que essas queixas não têm fundamento? Pensando bem, o tempo aparenta estar sempre contra nós, talvez seja por isso que quando estamos a fazer algo que não gostamos ele se encarrega de, sorrateiramente, deixar a nossa vida em câmara lenta e aqueles minutos são, na verdade, horas de tortura. Pelo contrário, quando estamos a fazer algo que gostamos ou estamos com alguém importante, decide avançar num ápice o nosso mundo.
     Suspirando e bebendo mais um gole de chá, apercebo-me que é exagerado o que disse, olho para o relógio e lembro-me de ver recentemente o filme “In Time” ou, traduzindo para português “Sem Tempo”. Nesse filme as personagens têm um relógio virtual no pulso e, em vez de existir dinheiro no mundo, o mesmo era substituído pelo tempo, ou seja, cada vez que a pessoa queria comer ou beber algo tinha de pagar utilizando o tempo que estava estabelecido para essas mesmas ações. Por exemplo, se tivesse vinte e quatro dias e duas horas de vida restantes, pagava usando esse mesmo tempo e baixava para vinte e quatro dias. Esta sociedade era constituída pelos ricos (possuíam séculos de tempo) e pelos pobres (viviam a contar as horas), quando o seu tempo expirava, a pessoa morria. Gostei muito da história deste filme e tem tudo a ver com o tema deste texto. Se pensarmos bem, não é muito diferente da nossa realidade, podemos ter o mesmo relógio e apenas não o vermos: quando queremos comprar alguma coisa utilizamos o dinheiro, no entanto, se comprar tabaco todos os dias, provavelmente, estarei a diminuir o tempo restante do meu relógio, por exemplo.
Felizmente, e contrariamente ao filme não precisamos de lutar ou trabalhar em troca de tempo porque, até a morte decidir o oposto, o tempo é o mesmo para todos.
     Costuma-se dizer que o “tempo é dinheiro”, mas, voltando ao que estava a dizer anteriormente e contra-argumentando, o tempo não é dinheiro, mas sim um amigo. Todas as horas, todos os minutos e todos os segundos são uma dádiva que o tempo nos dá, devemos lembrar-nos disso e usar esse tempo para fazer algo que valha a pena. Claro que seria mais fácil avançar, em modo “piloto automático”, os momentos que custam mais a passar, mas são essas ocasiões que fazem os melhores momentos valer ainda mais a pena.

     Se compreendermos isso, podemos tornar-nos o Tempo em si. Posso confidenciar aqui que eu sou o Tempo quando estou com a pessoa que amo, eu paro o meu relógio e sou eu quem controla o destino nesse momento eterno. E o tempo é isso mesmo, eterno.


E agora? Será que aproveitas o tempo da melhor maneira? O que achas?





Nota:

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14 comentários

  1. Já vi esse filme inúmeras vezes e adoro-o por isso mesmo. Não sabemos parar o tempo, mas podemos vivê-lo ao máximo. Acho que não estou vivendo ao máximo pois a rotina suga-nos mesmo todas as energias. Adorei a tua reflexão. Beijinhos :D

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    1. Canso-me facilmente das rotinas, perdemos demasiadas coisas boas na vidas... temos de aproveitar cada momento como se fosse o último! Beijinho grande

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  2. Fiquei curiosa. Tenho de ver esse filme. Bonita reflexão. Um beijinho

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  3. O tempo é uma coisa tão abstrata e subjetiva como o pensamento. Cada um faz dele o que quiser e como quiser. Gostei :)

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  4. Vi o filme quando saiu e na altura achei uma criativa utilização da expressão "tempo é dinheiro" como tu tão bem referes no texto. Foi óptimo revisitar o filme pelas tuas palavras ^^, beijinho!

    Miss DeBlogger | missdeblogger.blogspot.pt

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  5. é algo que me tem feito pensar muit...o tempo! o quão ele tem passado rápido
    Questiono-me se o tenho aproveitado da melhor maneira, se estou a ser feliz o tanto quanto sonhava :/ o tempo voa
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    1. Infelizmente, o tempo tem passado a correr... temos de o aproveitar!

      Beijinho

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  6. Tantas vezes tomamos o tempo por certo sem perceber que é do mais fugaz e fugidio que existe. Podemos não controlá-lo, mas nada nos impede de o usar a nosso favor.

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    1. Exatamente, adorei o que disseste e concordo a 100%!

      Beijinho

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  7. Adorei o post! Já vi aquele livro que falaste e também me fez pensar MUITO! Realmente o tempo será sempre aquela "moeda" que damos e nunca iremos receber de volta, o tempo segue sempre em frente e temos que o aproveitar muito bem!

    Beijinhos, Brenda
    http://momentosdeataraxia.blogspot.pt/

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    1. Muito obrigada pelo teu comentário, concordo plenamente contigo! Beijinho

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